Noite vem, veem todos os que com ela vem, não importa o quanto veem, mas eles vêm, vem a tristeza, vem a loucura, vem o frio, ah! O frio vem, consegue ver?
Vejo a neblina cobrindo as estrelas, já um pouco mais tarde não vejo a lua, porém sei que ela está lá, mas ela não contemplará minha solidão, a agonia de não tocar em seu rosto retirando os fios de sua face enquanto meus olhos simplesmente conectam-me a você, em um simples olhas, pupila dilatada, sensação de alegria, mas ai o frio se intensifica e percebo que é apenas uma ilusão, apenas meu corpo reagindo a vontade que há em mim, volto a levantar-me pego meu coberto cinza, pego meu travesseiro verde, volto pra cama, volto para me aquecer, porém o frio não vai, meu corpo se aquece, mas ainda sinto um frio, ainda sinto que meu coração permanece gélido, cada átomo que me constitui quer se desintegrar. Ah! Solidão, percepção da tristeza agonizante, é como um bolo recheado com um creme de abóbora, há quem goste, mas eu já estou desinclinado a fazer companhia a você, já não quero sentir seu abraço gélido, já não quero beija sua boca fria, não quero, nunca quis, mas você abusa de mim, fugirei, reagirei e encontrarei o sol, verei a lua, compartilharei minha agonia e as noites já não serão gélidas, tristes ou frias.




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