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A nostalgia em mim

Oh! Caminhando em uma rua deserta em uma tarde calma, porém com os céus escuros predizendo a chuva de inverno que viria. O frio não muito intenso e cada gota d’água caindo sobre mim deixando ainda mais nostálgico tal dia. Em cada passo, em cada calçada, em cada árvore e seu balançar, me é nostálgico a sensação, lembranças que me levam ao alto dos arbustos, que me eram fácil subir. Simplicidade perdida, o anda descalço que não incomodava, porém os pés que outrora descalços corriam, dançando na poeira de uma estrada de chão, já não mais solaram com os solados, já não me era real tal realidade, tais alegrias se passaram e o que dela restou?
Ah! Como pude perde o que me era tão precioso?! No alto dos arbustos, olhado ao chão medo não havia e quando o vento soprava e balançava, chacoalhando cada galho, era como o ápice da emoção, olhos brilhando mais que as estrelas. Ah! Como era bom, porém com os olhos trêmulos se vê o que foi e jamais será, o que era não sendo mais, cada gota caindo sobre minha face misturando se com as lágrimas que reflete não o que sou, mas o que restou e o que restou não sou, reflete aquele que não mais verei.

Ah! Olhando para as extremidades da rua, não vendo ninguém, apenas abro os braços e sinto um fragmento daquela emoção novamente, cada gota d’água, e o vento congelante, o ar não trás frio, mas a emoção a alegria de ser novamente, ser quem sempre quis ser, porém no fim da rua a chuva acaba, as pessoas voltam a rua acabando assim a ilusão, lembro que há novas emoções, novas alegria para viver, e assim deixo a nostalgia sem perde a alegria, pois nunca saberei o que virá sem vivê-lo.
Leia o complemento deste texto, Olhar de uma perspectiva diferente


3 comentários:

  1. Muito Legal esse texto. Parece muito com os finais das histórias nos livros. Parabéns !

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