Enquanto estivermos aqui na Terra lidaremos com o corpo corruptível; é o “corpo dessa morte”, como disse Paulo. Aqui “encontro os meus membros em guerra com minha mente”. O bem que prefiro...esse nem sempre faço!
Ora, há os que só relacionam isto ao comportamento, ao que o “corpo físico” faz. E como conseguem se adestrar, pensam que “venceram”, mas se olhassem para dentro — para o coração; para o que dele procede; para as subjetividades dos desejos, ciúmes, invejas, alegrias com as injustiças, espíritos de vingança, ódios, as maldições que desejam; e as infindáveis disputas e competições —, logo aprenderiam que o corpo não é o físico, mas o conjunto da existência em todas as suas dimensões... especialmente as dimensões do coração.
Quem alcança entender isto para de se jactar e anda em humildade e dependência da Graça de Deus.
Se o Senhor observasse iniquidade, quem sobreviveria?
Tudo é um processo: “Quando eu era menino... quando desisti das coisas de menino...” — disse Paulo.
Ele, o apóstolo, ensinou que há coisas que ficam para trás, e que devem ser esquecidas, pois a vida é um caminho para as coisas que estão adiante de nós; é uma jornada de conquista do que já nos conquistou.
Você vai deixar de se angustiar com as angústias neuróticas à medida que você crescer na Graça... e confiar... sem medo e sem temor algum.
A gente só mergulha na Graça quando crê mesmo, e não duvida nunca mais de que o que está Feito, Feito está em nosso favor, na Cruz.
Mas há idas e vindas. Há passos adiante e há retrocessos. Todavia, chegará o dia em que você não terá mais como retroceder. Nada, nesse dia, abalará a sua fé. Você pode perder tudo e todos, mas descobrirá que o Senhor é o seu quinhão, a sua herança; e que Nele as fronteiras de seu ser são marcadas em “lugares amenos”.
Quem, quando cai, cai de joelhos, nunca ficará prostrado, pois o seu Senhor é poderoso para o suster.
Não desanime... e caminhe. Nele há copiosa redenção, um dilúvio de amor e graça.


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